Mostrando postagens com marcador Pensamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pensamentos. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de agosto de 2015

O que não dizer à uma mãe de criança especial

Olá Leitores

Vi esse artigo em um site e achei muito pertinente, porque a gente às vezes ouve cada coisa, e olha que eu nem sou mãe de uma criança especial, mas como educadora acho que dói em mim também. 

Então fique atento na hora que encontrar uma mãe de criança ou jovem especial, porque esse indivíduo é tão especial para ela quanto o seu filho é para você.

  • 1. "Coitadinho"

    Nenhuma mãe quer que as pessoas sintam pena de seu filho especial. Ela quer que elas sintam carinho por ele, consideração.
  • 2. "A 'doença' do seu filho"

    Cuide bem com os termos que usar. Deficiência, esse é o termo correto. Usa-se, também, o termo Necessidades Especiais ou Criança Especial, jamais doente. A não ser que a criança esteja gripada, com problemas cardíacos, respiratórios ou com outra doença qualquer.
  • 3. "Sinto muito"

    Não precisa sentir muito. Muitas mães são gratas pelos filhos especiais que têm, e não precisam que alguém lamente por elas. Para muitas é um período de aprendizado e crescimento.
  • 4. "Eu não saberia lidar com uma situação dessas"

    Ainda que você queira demonstrar sua grande admiração pela garra dessa mãe, não diga isso. Saiba que se você tivesse um filho especial, você saberia lidar com ele, sim. Toda mãe tem potencial para dar tudo de si para melhorar a vida do seu filho.
  • 5. "Ele parece tão normal"

    As mães de pessoas com Síndrome de Down ou outra deficiência têm que lidar com os conceitos "normal" e "diferente" o tempo todo. Na verdade, na maioria das vezes são os outros que as lembram disso. No dia a dia é bem comum elas se esquecerem de que há diferença entre seus filhos.
    Ao mesmo tempo, elas têm ciência das características físicas, motoras e intelectuais deles. Elas não querem que eles pareçam "normais", elas só querem que eles sejam felizes do seu próprio jeito. Se pensarmos melhor, como definir o que é normal ou não?
  • 6. "Nem percebi que ele tinha 'alguma coisa'"

    Você não precisa disfarçar. A maioria das mães não se ofende quando as pessoas percebem a deficiência do seu filho. Mas pode se ofender se elas mentem não terem percebido.
  • 7. "Por que ele nasceu assim? De quem ele herdou a deficiência?"

    É um campo perigoso de invadir. Muitas deficiências, em especial a Síndrome de Down, acontecem por acidente genético. Isso significa que qualquer casal poderá ter um filho deficiente. E ainda que houvesse uma herança genética, que diferença isso faz? É um assunto que poderá trazer à tona culpas das quais o pai ou a mãe estão tentando se livrar.
  • 8. Usar a palavra com "R" (retard...) em qualquer circunstância

    Para ofendê-la, você não precisará usar esse termo para se referir ao filho dela, basta usá-lo para se referir a qualquer pessoa, deficiente ou não. É um adjetivo bastante ofensivo para quem tem um filho com necessidades especiais. Jamais o use na frente dela. Na verdade, seria melhor se você o eliminasse do seu vocabulário.
  • 9. "Você vai arriscar outro filho?"

    Eu ouvi isso muitas vezes, quando dizia que gostaria de ter mais filhos. Um médico geneticista chegou ao cúmulo de me dizer que eu "não deveria" ter outro filho, pois haveria tanto por cento de chance de ele nascer com Síndrome de Down também. Eu questionei: "E daí? Vou amá-lo do mesmo jeito!" Ele disse com todas as letras que os médicos não querem mais crianças assim no mundo. Foi algo chocante de se ouvir.
    Bom, eu tive mais dois filhos ditos "normais", que foram uma bênção na vida do meu garotinho especial, e na minha.
  • 10. Nada

    Não dizer coisa alguma ou não fazer perguntas soa como se a presença da criança não fizesse qualquer diferença, como se ela fosse invisível. Aposto que nenhuma mãe se ofenderia com perguntas educadas ou comentários gentis sobre seu filho. Então, encontre algo positivo para falar e tudo estará bem.
  • Um conselho é simples

    Aja naturalmente. Sorria para a criança e sua mãe, pergunte seu nome. Olhe para a criança. Não tente desviar o olhar. É muito estranho ver uma pessoa se esforçando para não olhar para seu filho. Por outro lado, pior ainda é ver uma pessoa olhando-o fixamente, como se nunca tivesse visto uma pessoa deficiente antes. Tudo o que é feito naturalmente e de boa vontade tende a funcionar bem.
  • Fonte: http://familia.com.br/fam%C3%ADlia/10-coisas-que-voce-nunca-deve-dizer-a-mae-de-uma-crianca-com-sindrome-de-down-ou-qualquer-deficiencia
  • Abraços Inclusivos.

sábado, 26 de março de 2011

Até onde é possível?

E quando a experiência em inclusão se faz totalmente inútil?
E quando tudo se torna nada no meio da escuridão?

E é exatamente assim que eu me sinto ao ver 22 alunos, totalmente perdidos, em meio ao ambiente escolar.
E quando as diferenças os tornam iguais e nada equivale à um abraço amigo?
Ser diferente ou ser igual é muito além do que eu pensava, depois que encontrei essas crianças.
O pensamento vai além do inimaginável e o que fazer em meio a tanta homogeinidade e a tanta diferença?
As estratégias se tornam escassas e de repente eu me deparo com o seguinte relato:

"Aos 7 anos caí de uma caixa de 8 metros e perdi a memória e tudo o que havia aprendido não sabia mais. Hoje, com 13 anos, faço tratamento psicológico e por mais que eu queira não consigo aprender."

Numa tarefa simples descobri a vida de um aluno que eu nem imaginava ter essa dificuldade.
E foi aí que me perguntei se realmente estamos preparados para a inclusão.

E estou começando a acreditar que NÃO. Infelizmente NÃO. O que precisamos fazer para tornar o mundo inclusivo.

Desculpe caro leitor, mas hoje só tenho perguntas.

Abraços.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Direito à diferença

Estava lendo uma matéria pra faculdade, quando me deparei com a seguinte frase: Temos o direito a ser iguais, sempre que a diferença nos inferioriza; temos o direito a ser diferentes, sempre que a igualdade nos descaracteriza" (SANTOS, 2006)

Aí eu encontrei o verdadeiro sentido de ter diferenças ou ser diferente; de ter igualdade ou ser igual. De ser livre em tudo o que fazemos e ser quem somos sem nenhum problema, tudo é uma questão de visão e de relatividade.

Pois todos me consideram igual a qualquer outro, só porque não tenho uma deficiência aparente. Porém eu me considero diferente por olhar para as diferenças de outra maneira.
Me considero diferente por aceitar as pessoas como elas são e não como eu quero que elas sejam.
Me considero diferente pois tenho os meus defeitos que são só meus e minhas qualidades que são só minhas.
Me considero diferente porque tenho a minha própria opinião sobre muitas coisas.
Me considero diferente, porque não possuo nenhuma deficiência física.
Me considero diferente pois SER DIFERENTE É NATURAL.
E eu tenho todo o direito de ser diferente, assim como o tenho de ser igual.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O que é ser um educador?

Boa tarde queridos leitores!

Hoje falarei de um assunto muito polêmico. Até onde o educador precisar ir para ser inclusivo ou para simplesmente ser educador?

Lendo em um dos materiais da faculdade encontrei o seguinte trecho:
"Ainda que utilizasse muitos instrumentos de avaliação, ainda que preparasse instrumentos reflexivos e operatórios, ainda que acabasse com a semana de prova, ainda que não usasse mais nota e nem tivesse mais reprovação, se não mudasse a postura, se não acreditasse que um outro mundo – onde TODOS tenham lugar – é possível, se não tivesse profundamente convencido de que TODO ser humano é capaz de aprender, se não me comprometesse com a efetiva aprendizagem (e desenvolvimento) de TODOS, eu nada seria como educador!" (Vasconcellos,2008)

E fiquei me perguntando: quantos de nós educadores sabem disso?

Acho que por todas as coisas que vi, ouvi e vivi, posso afirmar com certeza que nem 1/3 dos profissionais aplica isso em seu dia a dia. Que dirá, com alunos inclusos.

É necessário, com urgência, que entendamos nosso lugar no ambiente escolar. Que nos conscientizemos de que é necessária a mudança e a busca por conhecimento.
Já não nos basta dizer "não fui preparado", é necessário correr na frente para que os alunos não sofram cada dia mais.

É necessário entender que não devemos aceitar o aluno deficiente pelos simples fato de ser LEI, mas por sabermos que é importante incluí-lo e dá-los exemplos positivos. Nada deve ser negado, afinal ele é um ser humano como todos os outros.

E não estar preparado não é um erro dele, mas um erro SEU. O educador tem que aprender a lidar com as diferenças, agora tão claras para nós. Sabemos que a inclusão vai acontecer e é hora de buscar soluções; apesar de ser difícil, é necessário.

Então sejamos realmente educadores e nos preocupemos com TODOS e não somente com o resto da turma.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Pensamento 2

"O verdadeiro significado das coisas é encontrado ao se dizer as mesmas coisas com outras palavras" (Charles Chaplin)

E é assim que o sistema de inclusão deve ser. Não devemos mudar o aluno ou o conteúdo, mas o jeito com que se apresenta este conteúdo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pensamento

"Como professores temos que acreditar na mudança, temos que saber que é possível, do contrário não estaríamos ensinando, pois a educação é um constante processo de modificação."( LEO BUSCAGLIA )


ISTO DEFINE, PARA MIM, INCLUSÃO!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Facilitar a Aprendizagem

"o fim da educação... é facilitar a mudança e a aprendizagem", isto é, segundo Carl Rogers "a tarefa do professor é facilitar a aprendizagem, que o aluno conduz da sua maneira"

Por isso o professor precisa aprender a lidar com as dificuldades e as diferenças de seus alunos para que possa assim facilitar o aprendizado e as conquistas do aluno. Não adianta querer mudar a realidade do aluno, mas entender e trabalhar com as potencialidades que o aluno tem.

É necessário olhar para o que é possível e não parar no que é impossível.

Abraços

sábado, 1 de janeiro de 2011

Oração da Criança Deficiente

Bem aventurados os que compreendem o meu estranho passo a caminhar e minhas mãos atrofiadas.

Bem aventurado os que sabem que os meus ouvidos têm se esforçado para compreender o que ouvem.

Bem aventurados os que compreendem que ainda que os meus olhos brilhem, minha mente é lenta.
Para começarmos bem o ano uma oração que expressa o que devemos ser quando vemos a diferença.
Tenho a esperança de que um dia tudo isso seja realidade.

Bem aventurados os que olham e não vêem a comida que eu deixo cair fora do prato.

Bem aventurados os que com um sorriso nos lábios, me estimulm a tentar mais uma vez.

Bem aventurados os que nunca me lembram que hoje fiz a mesma pergunta duas vezes.

Bem aventurados os que compreendem que me é difícil converter em palavras os meus pensamentos.

Bem aventurados os que escutam, pois também tenho algo a dizer.

Bem aventurados os que sabem o que sente o meu coração embora não o possa expressar.

Bem aventurados os que me amam como sou, tão somente como sou e não como eles gostariam que eu fosse.


Fonte:"INFORMACIONES PARA PADRES DE NIÑOS Y JOVENES CON NECESSIDADES ESPECIALES"
SERRANO, J.ª MARRERO, E.; BLAS. G; C; DE SANMERIDA-VENEZUELA, 1989.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ser Educador

"Ser educador é ser um poeta do amor. Educar é acreditar na vida e ter esperança no futuro. Educar é semear com sabedoria e colher com paciência."Augusto Cury