Olá Leitores
Hoje eu trouxe para vocês um relato de uma experiência que vivenciei nesta semana.
Tenho uma aluna que apresenta certa dificuldade em matemática (como muitas crianças que conhecemos, não é mesmo?), apesar disso ela apreende bem os conteúdos e consegue realizar as atividades de maneira muito satisfatória em sala de aula. Porém quando se aproximam as avaliações, parece que tudo apaga da sua cabecinha e ela trava (quem já não vivenciou uma situação parecida). Apesar de falar para ela que ela consegue, que ela é boa e que ela sabe, a aluna não acredita em si mesma e qualquer coisa que erre já é motivo para falar que não consegue.
No último teste que fizemos ela apesar de em sala até está ajudando os colegas, quando fez o teste não conseguiu atingir a nota esperada, ficando bem abaixo da média. A partir de então começou a ficar cada dia mais nervosa, achando que não ia conseguir mais nada.
Só para reforçar, nas aulas, apesar da dificuldade conseguia realizar as tarefas, muitas vezes de maneira autônoma.
Hoje tínhamos prova de matemática, e como não tinha ido bem no teste, precisa praticamente gabaritar, para não ficar de recuperação.
Desde a semana passada que todos os dias chorava e falava que não ia conseguir, a família querendo e cobrando que ela conseguisse aprender e tirar uma boa nota, e consequentemente a auto-estima baixando. Eu e a professora de reforço todos os dias como consequência fazendo reforço positivo, falando que acreditávamos nela e sem seu potencial. Éramos carinhosas e trazíamos todos os dias um "pacotinho de confiança", parecia que nada adiantava.
Porém hoje a "temida" avaliação aconteceu, e começamos a conversar desde o inicio da aula, deixei que a mesma escolhesse se queria fazer a prova em sala ou sozinha (não foi minha surpresa que escolhesse fazer sozinha), assim aconteceu. Quando retornou para a sala, questionei se tinha achado fácil e um sorriso se abriu dizendo que tinha, mas a falta de confiança ainda estava ali alojada, e a aluna falou:
- Você pode olhar? Ver se eu consegui?
Eu, logicamente olhei e para surpresa dela e não minha, ela tinha ido super bem.
Ao falar isso para a aluna seus olhos encheram de lágrimas e enfim, um sorriso aliviado e uma confiança retornando aquele pequeno coração.
Conclusão: Quando já depois da saída eu organizando minhas coisas para ir embora, volta a aluna, me dá o abraço mais apertado que conseguiu, o sorriso mais feliz e diz: "Eu consegui". "Eu sei tia que agora eu vou sempre conseguir, não é mesmo?"
E pude dizer com a maior das certezas, pois ela vai conseguir.
O que tenho para dizer para vocês é que aprendemos todos os dias. Como pequenas palavras, um carinho e uma atenção incluem bem mais que tecnologias, pesquisas e instruções.
Como a afetividade e o reforço positivo podem mudar um ser. E fazer da falta de confiança uma escada para superar os limites. Como atitudes de nós professores, mesmo que tão pequenas para nós e tão "insignificantes" de praticar, se tornam as palavras mais importantes da vida de um aluno.
Então não exite, elogie, incentive, acredite quando nem mesmo o outro acredita, pois um simples olhar e uma simples palavra muda a vida do outro e muito mais a sua.
Até a próxima.
Este blog foi criado para compartilhar ideias e experiências na vivência com a educação especial e as diferenças. Afinal como é díficil para todos entender que diferenças são apenas diferenças.
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quarta-feira, 13 de julho de 2016
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
I Seminário de Educação Inclusiva
Boa Noite
Venho partilhar com vocês as experiências vividas durante esta semana, na qual estou participando de um Seminário de Educação Inclusiva.
O tema é DIREITO A DIVERSIDADE. Nada mais justo do que relatar aos poucos tudo o que tenho aprendido e vivenciado lá.
Hoje foi um dia muito especial no qual junto ao Prof. Doutorando Allan Damasceno, refletimos sobre diversidades e diferenças.
E aprendi bastante neste dia de trabalho intenso, quantas experiências, quantos desafios.
O professor/educador é um profissional que trabalha muito além de sua profissão. É o profissional que deve aprender e compartilhar seus aprendizados e além disso, saber amar e dar carinho a todos ao seu redor. Por isso dizer que o professor é um profissional que está na escola para ensinar, é reduzir os educadores a meras maquinas de conhecimento. O professor, principalmente aquele que não se recusa a trabalhar com as diferenças, deve ser tratado como um ser humano que ensina mas que aprende em todos os momentos e deve ser valorizado por isso.
Para fechar o comentário de hoje cito uma frase do excelentissímo professor citado acima: "SER DIFERENTE NÃO É NORMAL, SER DIFERENTE É NATURAL".
Obrigada professor pela bela contribuição no dia de hoje.
Nos próximos dias estarei compartilhando com meus leitores um pouco mais.
Até a próxima.
Venho partilhar com vocês as experiências vividas durante esta semana, na qual estou participando de um Seminário de Educação Inclusiva.
O tema é DIREITO A DIVERSIDADE. Nada mais justo do que relatar aos poucos tudo o que tenho aprendido e vivenciado lá.
Hoje foi um dia muito especial no qual junto ao Prof. Doutorando Allan Damasceno, refletimos sobre diversidades e diferenças.
E aprendi bastante neste dia de trabalho intenso, quantas experiências, quantos desafios.
O professor/educador é um profissional que trabalha muito além de sua profissão. É o profissional que deve aprender e compartilhar seus aprendizados e além disso, saber amar e dar carinho a todos ao seu redor. Por isso dizer que o professor é um profissional que está na escola para ensinar, é reduzir os educadores a meras maquinas de conhecimento. O professor, principalmente aquele que não se recusa a trabalhar com as diferenças, deve ser tratado como um ser humano que ensina mas que aprende em todos os momentos e deve ser valorizado por isso.
Para fechar o comentário de hoje cito uma frase do excelentissímo professor citado acima: "SER DIFERENTE NÃO É NORMAL, SER DIFERENTE É NATURAL".
Obrigada professor pela bela contribuição no dia de hoje.
Nos próximos dias estarei compartilhando com meus leitores um pouco mais.
Até a próxima.
domingo, 14 de novembro de 2010
Quando nós fazemos a diferença!
Esta semana me surpreendi com um depoimento da mãe de uma das alunas com baixa visão que eu aplico prova. Ela veio me agradecer pelo meu trabalho (que até naquele instante era só um trabalho), mas a partir daquele momento era muito além disso. Ela me relatou que sua filha fala de mim em casa e que é motivada pelo jeito com que fazemos as provas, nas quais a aluna necessita que leia para ela e explique o que é necessário fazer. A mãe afirmou que “muitos” já fizeram o mesmo trabalho que eu, porém ninguém tinha feito a aluna se empenhar tanto em seus estudos.
A partir daquele momento, percebi o quanto, com simples atos, podemos mudar a vida de uma pessoa e fazer a diferença pelo resto de sua vida. Sem perceber e apenas fazendo o meu trabalho eu ajudei e recriei a maneira de estudar de uma criança, que apesar da sua diferença é igual a todas as outras, tem suas dificuldades, mas supera-as e segue em frente aprendendo a cada dia.
OBRIGADA A ESTA MÃE E A ESTA ALUNA POR FAZEREM DE MIM UMA PESSOA DIFERENTE.
A partir daquele momento, percebi o quanto, com simples atos, podemos mudar a vida de uma pessoa e fazer a diferença pelo resto de sua vida. Sem perceber e apenas fazendo o meu trabalho eu ajudei e recriei a maneira de estudar de uma criança, que apesar da sua diferença é igual a todas as outras, tem suas dificuldades, mas supera-as e segue em frente aprendendo a cada dia.
OBRIGADA A ESTA MÃE E A ESTA ALUNA POR FAZEREM DE MIM UMA PESSOA DIFERENTE.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Experiência 2
Outro aluno que eu não podia deixar de falar, foi um aluno que tive em meu estágio Supervisionado em Ed. Infantil. Autista, incluso no ensino regular, apesar de não falar era um menino esperto e aprendia muitas coisas com facilidades.
Foi interessante, no dia em que a professora estava trabalhando a escrita do nome com as crianças e ele não só sabia, mas já escrevia até algumas letras de maneira cursiva, enquanto outros alunos ainda nem conseguiam fazer o nome na letra bastão.
Foi neste momento que tive a certeza que apesar de alguns alunos não aprenderem determinados conteúdos, mesmo com a mudança de estratégias (várias vezes), eles são muito bons em outras e podem se desenvolver em outros campos. Só precisamos identificar em cada um a maneira particular de ser e trabalhar em favor desse aprendizado útil para a vida de cada aluno que nos é apresentado.
Foi interessante, no dia em que a professora estava trabalhando a escrita do nome com as crianças e ele não só sabia, mas já escrevia até algumas letras de maneira cursiva, enquanto outros alunos ainda nem conseguiam fazer o nome na letra bastão.
Foi neste momento que tive a certeza que apesar de alguns alunos não aprenderem determinados conteúdos, mesmo com a mudança de estratégias (várias vezes), eles são muito bons em outras e podem se desenvolver em outros campos. Só precisamos identificar em cada um a maneira particular de ser e trabalhar em favor desse aprendizado útil para a vida de cada aluno que nos é apresentado.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Experiência 1
Vamos começar!
Gostaria de começar o meu blog falando sobre a experiência de trabalhar com alunos especiais inclusos.
Um deles foi o meu primeiro anjo.É! Anjo pois com ele aprendi a superar meus limites e ir além. Buscar várias estratégias para um mesmo assunto e modificar todo um plano diário para trabalhar o que realmente faz sentido. Este aluno deficiente visual é minha inspiração para estudar e aprender cada dia mais a lidar com as diferenças e com a vontade de fazer o meu melhor para que também ele, seja melhor.
Há outra aluna, conheci a pouco tempo mas também é meu desafio, também deficiente visual, aprendo com ela técnicas e instrumentos para fazer uma conta simples (para mim) mas que não é tão simples para ela, por isso troco informações e pergunto como fazer e como ajudá-la.
O importante é que aprender nesses casos é fundamental e inevitável.
Gostaria de começar o meu blog falando sobre a experiência de trabalhar com alunos especiais inclusos.
Um deles foi o meu primeiro anjo.É! Anjo pois com ele aprendi a superar meus limites e ir além. Buscar várias estratégias para um mesmo assunto e modificar todo um plano diário para trabalhar o que realmente faz sentido. Este aluno deficiente visual é minha inspiração para estudar e aprender cada dia mais a lidar com as diferenças e com a vontade de fazer o meu melhor para que também ele, seja melhor.
Há outra aluna, conheci a pouco tempo mas também é meu desafio, também deficiente visual, aprendo com ela técnicas e instrumentos para fazer uma conta simples (para mim) mas que não é tão simples para ela, por isso troco informações e pergunto como fazer e como ajudá-la.
O importante é que aprender nesses casos é fundamental e inevitável.
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