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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Transtorno Obsessivo Compulsivo - TOC

Olá Queridos Leitores

Você sabe reconhecer o TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo?


O TOC é um transtorno mental caracterizado por obsessões ou compulsões. Muitas vezes ignorados pelas pessoas e rotulado como manias, a pessoa com TOC não percebe as repetições e as preocupações exageradas.

Os tratamentos mais efetivos que se tem para o TOC são medicamentos inicialmente utilizados no tratamento da depressão, que posteriormente se descobriu serem efetivos também no TOC, e a terapia cognitivo-comportamental (TCC) que inclui exercícios de exposição e abstenção de executar rituais (prevenção da resposta).

Quando devo suspeitar do TOC?

  • Preocupo-me demais com sujeira, germes, contaminação ou em contrair doenças.
  • Lavo demais as mãos, demoro no banho ou troco de roupas demasiadamente.
  • Evito tocar em certos objetos que as outras pessoas tocaram (corrimãos, maçanetas de portas, dinheiro, etc.) ou se tiver que tocar, preciso lavar as mãos depois.
  • Evito lugares como banheiros públicos, hospitais, cemitérios, sentar em bancos de praça ou de coletivos, por achar que que posso contrair doenças ou que são sujos.
  • Evito usar roupas de determinadas cores, evito certos números, ou chegar perto de certas pessoas porque acho que podem dar azar.
  • Verifico várias vezes, portas, janelas, gás, fogão, torneiras, eletrodomésticos, ou documentos.
  • Minha mente é invadida por pensamentos desagradáveis, que me perturbam e que não consigo afastar.
  • Preciso repetir várias vezes a mesma tarefa para ter certeza de que não fiz nada de errado, ou de que ela está bem feita.
  • Preocupo-me demais em arrumar as coisas ou que estejam simétricas, alinhadas e fico aflito (a) quando estão fora do lugar.
  • Acumulo demasiadamente objetos que não tem mais utilidade e que não consigo descartar.Resposta afirmativas para uma ou mais questões acima, podem caracterizar TOC, mas para uma confirmação exata é necessário procurar profissionais da área.

O que fazer ser tiver um aluno que apresenta TOC?

O aluno que apresenta TOC, tem uma maneira atípica de aprender, pois ao mesmo tempo que quer ser igual aos demais e prestar atenção à aula, mas as recorrentes obsessões e compulsões fazem com que prestem atenção a outras coisas e por isso o aluno pode apresentar baixo rendimento.
Por isso paciência e auxílio é fundamental. Primeiramente o aluno deve ser encaminhado para avaliação e tratamento. Se já estiver nessa fase, o professor e familiares devem auxiliar na identificação dos sinais e nos desafios que o filho ou aluno está superando de acordo com o tratamento.


O trabalho conjunto entre família, profissionais da saúde e a escola é imprescindível!


É isso, até a próxima.


FONTES:
http://www.ufrgs.br/toc/index.php/sobre-o-toc.html
http://www.astoc.org.br/source/php/015.php



sábado, 1 de agosto de 2015

O que não dizer à uma mãe de criança especial

Olá Leitores

Vi esse artigo em um site e achei muito pertinente, porque a gente às vezes ouve cada coisa, e olha que eu nem sou mãe de uma criança especial, mas como educadora acho que dói em mim também. 

Então fique atento na hora que encontrar uma mãe de criança ou jovem especial, porque esse indivíduo é tão especial para ela quanto o seu filho é para você.

  • 1. "Coitadinho"

    Nenhuma mãe quer que as pessoas sintam pena de seu filho especial. Ela quer que elas sintam carinho por ele, consideração.
  • 2. "A 'doença' do seu filho"

    Cuide bem com os termos que usar. Deficiência, esse é o termo correto. Usa-se, também, o termo Necessidades Especiais ou Criança Especial, jamais doente. A não ser que a criança esteja gripada, com problemas cardíacos, respiratórios ou com outra doença qualquer.
  • 3. "Sinto muito"

    Não precisa sentir muito. Muitas mães são gratas pelos filhos especiais que têm, e não precisam que alguém lamente por elas. Para muitas é um período de aprendizado e crescimento.
  • 4. "Eu não saberia lidar com uma situação dessas"

    Ainda que você queira demonstrar sua grande admiração pela garra dessa mãe, não diga isso. Saiba que se você tivesse um filho especial, você saberia lidar com ele, sim. Toda mãe tem potencial para dar tudo de si para melhorar a vida do seu filho.
  • 5. "Ele parece tão normal"

    As mães de pessoas com Síndrome de Down ou outra deficiência têm que lidar com os conceitos "normal" e "diferente" o tempo todo. Na verdade, na maioria das vezes são os outros que as lembram disso. No dia a dia é bem comum elas se esquecerem de que há diferença entre seus filhos.
    Ao mesmo tempo, elas têm ciência das características físicas, motoras e intelectuais deles. Elas não querem que eles pareçam "normais", elas só querem que eles sejam felizes do seu próprio jeito. Se pensarmos melhor, como definir o que é normal ou não?
  • 6. "Nem percebi que ele tinha 'alguma coisa'"

    Você não precisa disfarçar. A maioria das mães não se ofende quando as pessoas percebem a deficiência do seu filho. Mas pode se ofender se elas mentem não terem percebido.
  • 7. "Por que ele nasceu assim? De quem ele herdou a deficiência?"

    É um campo perigoso de invadir. Muitas deficiências, em especial a Síndrome de Down, acontecem por acidente genético. Isso significa que qualquer casal poderá ter um filho deficiente. E ainda que houvesse uma herança genética, que diferença isso faz? É um assunto que poderá trazer à tona culpas das quais o pai ou a mãe estão tentando se livrar.
  • 8. Usar a palavra com "R" (retard...) em qualquer circunstância

    Para ofendê-la, você não precisará usar esse termo para se referir ao filho dela, basta usá-lo para se referir a qualquer pessoa, deficiente ou não. É um adjetivo bastante ofensivo para quem tem um filho com necessidades especiais. Jamais o use na frente dela. Na verdade, seria melhor se você o eliminasse do seu vocabulário.
  • 9. "Você vai arriscar outro filho?"

    Eu ouvi isso muitas vezes, quando dizia que gostaria de ter mais filhos. Um médico geneticista chegou ao cúmulo de me dizer que eu "não deveria" ter outro filho, pois haveria tanto por cento de chance de ele nascer com Síndrome de Down também. Eu questionei: "E daí? Vou amá-lo do mesmo jeito!" Ele disse com todas as letras que os médicos não querem mais crianças assim no mundo. Foi algo chocante de se ouvir.
    Bom, eu tive mais dois filhos ditos "normais", que foram uma bênção na vida do meu garotinho especial, e na minha.
  • 10. Nada

    Não dizer coisa alguma ou não fazer perguntas soa como se a presença da criança não fizesse qualquer diferença, como se ela fosse invisível. Aposto que nenhuma mãe se ofenderia com perguntas educadas ou comentários gentis sobre seu filho. Então, encontre algo positivo para falar e tudo estará bem.
  • Um conselho é simples

    Aja naturalmente. Sorria para a criança e sua mãe, pergunte seu nome. Olhe para a criança. Não tente desviar o olhar. É muito estranho ver uma pessoa se esforçando para não olhar para seu filho. Por outro lado, pior ainda é ver uma pessoa olhando-o fixamente, como se nunca tivesse visto uma pessoa deficiente antes. Tudo o que é feito naturalmente e de boa vontade tende a funcionar bem.
  • Fonte: http://familia.com.br/fam%C3%ADlia/10-coisas-que-voce-nunca-deve-dizer-a-mae-de-uma-crianca-com-sindrome-de-down-ou-qualquer-deficiencia
  • Abraços Inclusivos.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

sábado, 28 de setembro de 2013

Coisas que todo cego gostaria que você soubesse

Olá pessoal

01 - Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque não podem ver. Saiba que nós estamos sempre interessadas no que você gosta de ver, de ler, de ouvir e falar.

02 - Procure não limitar a pessoa cega mais do que a própria cegueira o faz, impedindo-a de realizar o que sabe, pode e deve fazer sozinha.

03 - Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega que você conheça, estendendo-os a outros cegos; não se esqueça de que a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou menos acentuadas e que os preconceitos se originam na generalização de qualidades, positivas ou negativas, consideradas por cada um.

04 - Não se dirija a mim chamando-me de "cego" ou "ceguinho"; é falta elementar de educação, podendo mesmo expressar um sentimento falso e piegas, ou constituir ofensa, chamar alguém pela palavra designativa de sua característica sensorial, física, ou intelectual.

05 - Não fale comigo como se eu fosse surdo; o fato de não ver não significa que não ouça bem.

06 - Não manifeste pena nem exagerada solidariedade pela pessoa cega; ela deve ser  compreendida e aceita com igualdade.

07 - Não se refira à cegueira como desgraça; ela pode ser assim encarada logo após a perda da visão, mas a orientação adequada consegue reduzir seus efeitos; depende de sua determinação, do apoio familiar e da comunidade onde vive; NÃO CONFUNDIR DOENÇA COM DEFICIÊNCIA.

08 - Não exclame "maravilhoso"... "extraordinário"... ao ver a pessoa cega consultar o relógio, digitar o telefone ou assinar o nome; ela aprende e passa a executar isso com naturalidade, da mesma forma que você executa.

09 - Não fale de "sexto sentido" nem de "compensação da natureza", em se tratando de deficiência; isso perpetua conceitos errôneos; o que há na pessoa cega é fruto do aprendizado continuado, ou simples desenvolvimento de recursos mentais latentes em todas as pessoas.

 10 - Não modifique a linguagem para evitar a palavra ver e substituí-la por ouvir; conversando sobre a cegueira com quem não vê, use a palavra cego sem rodeios.

11 - Não me  segure  com rigidez ao ajudar-me a atravessar a rua, tomar condução, ou caminhar com ela.

12 - Não me acompanhe em diagonal ao atravessar um cruzamento; isso pode me fazer frequentemente perder a orientação.

13 - Não deixe de oferecer ajuda à pessoa cega que esteja querendo atravessar a rua ou tomar condução; ainda que seu oferecimento seja recusado ou mesmo mal recebido por algumas delas, esteja certo de que a maioria lhe agradecerá o gesto;

14 - Não pegue a pessoa cega pelos braços rodando com ela para pô-la na posição de sentar-se, empurrando-a depois para a cadeira; basta pôr-lhe a mão no espaldar ou no braço da cadeira, que isso lhe indicará sua posição

15 - Não deixe portas e janelas entreabertas onde haja alguma pessoa cega; conserve-as sempre fechadas ou bem encostadas à parede, quando abertas; as portas e janelas meio abertas constituem obstáculos perigosos.

16 - Não deixe objetos no caminho por onde as pessoas costumam passar.

17 - Não acompanhe a pessoa cega empurrando-a ou puxando-a com rigidez; basta deixá-la segurar seu braço, que o movimento de seu corpo lhe dará a orientação de que precisa;

18 - Não se dirija a outra pessoa, quando quiser falar comigo, admitindo assim que eu não tenha condição de compreendê-lo e de expressar-se; eu respondo  por si próprio.

19 - Quando encontrar a pessoa cega que já estiver acompanhada, não a pegue pelo outro braço, nem lhe fique dando avisos; deixe-a ser orientada só por quem a estiver acompanhando inicialmente.

20 - Não diga apenas "à direita", "à esquerda", ao procurar orientar uma pessoa cega à distância; muitos se enganam ao tomarem como referência a própria posição e não a da pessoa cega que caminha em sentido contrário ao seu.

21 - Não deixe de se anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas cegas; isso auxilia a sua identificação.

22 - Não saia de repente quando estiver conversando com uma pessoa cega, principalmente se houver algo que a impeça de perceber seu afastamento; ela pode dirigir-lhe a palavra e ver-se na situação desagradável de falar sozinha.

23 - Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontrá-la ou ao despedir-se dela; o aperto de mão é uma forma de comunicação e representa um ato de cordialidade

24 - Não perca seu tempo nem o da pessoa cega, perguntando-lhe: "Sabe quem sou eu?"... "Veja se adivinha quem sou"... Identifique-se imediatamente. Eu sou cego, não adivinho.

25 - Não deixe de apresentar o seu visitante cego a todas as pessoas presentes em um determinado ambiente; assim procedendo, você facilitará a possível integração dele ao grupo.

26 - Não se comunique por gestos e mímica, em um ambiente onde haja pessoas cegas, já que esta atitude caracteriza um ato de exclusão.

27 - Não fotografe ou filme uma pessoa cega sem que ela saiba.

28 - Ao conduzir uma pessoa cega a um ambiente que lhe é desconhecido; oriente-a de modo que possa locomover-se com maior autonomia.

29 - Não se constranja em alertar a pessoa cega quanto a qualquer incorreção no seu vestuário.

30 - Durante as refeições, informe a pessoa cega com relação à posição dos alimentos colocados em seu prato, bem como à posição dos talheres e copos na mesa, evitando assim qualquer incidente.

31 - Não suponha que a pessoa cega possa localizar a porta onde deseja entrar ou o lugar aonde queira ir, contando os passos; estes não podem servir de referência, já que cada pessoa tem uma dimensão de passo, em função do comprimento de seus membros inferiores;

32 - O pedestre cego costuma ser muito observador; ele desenvolve meios e modos de saber onde está; ao sair de casa ele faz o que todos deveriam fazer: informa-se sobre o caminho a seguir para chegar a seu destino; na primeira vez poderá errar um pouco, mas depois raramente se enganará; saliências, depressões, ruídos e odores característicos, servirão para sua melhor orientação.

 33 - Não tenha constrangimento ou desconfiança em receber ajuda, aceitar colaboração por parte de alguma pessoa cega; tenha sempre em mente que o potencial de conhecimento, é inerente a todos.

Até a próxima

Fonte: IBC

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O que todo surdo gostaria que você soubesse!

Olá Leitores

Estava lendo uma reportagem e achei umas dicas bem interessantes para lidar com um deficiente auditivo.

1 - Fale devagar, sempre. Mas com naturalidade. Não adianta falar separando as sílabas ou articulando demais. Além de você acabar fazendo careta o tempo todo – que certamente, o surdo terá que se segurar pra não rir - além de provocar dores no maxilar, periga você acabar se perdendo na linha de pensamento.
2 - Fale de frente pra a pessoa. Cada virada de rosto é uma sílaba ou palavra perdida que poderiam alterar completamente o sentido da conversa.
3 - O volume da voz deve ser de acordo com a perda de audição da pessoa. Claro que você não precisa ser adivinho. Comece falando com o tom de voz habitual. Se necessário, a pessoa te avisa que precisa que você fale um pouquinho mais alto, mais baixo ou mantenha do jeito que está. Além do mais, se a pessoa tem surdez quase total, não adianta gritar. Se você gritar ou falar sem voz dá na mesma. Ela apenas lê seus lábios.
4 - Surdos sinalizados, geralmente, lêem os lábios pelo menos um pouquinho. Se você perceber ou souber que o surdo é usuário exclusivo da Libras e realmente precisar falar com ele, fale de maneira simplificada. Ele provavelmente irá te entender e responder como puder (falando oralmente, por sinais ou até escrevendo).
5 - Surdos oralizados falam oralmente. Achar que todo surdo fala libras também é uma gafe feia. Chegar achando que está abafando porque aprendeu alguns sinais pode ser indecoroso. Muitos não falam a língua de sinais. Com essas pessoas, fale normalmente. Se não entender, elas irão avisar. Apenas tenha um pouquinho de boa vontade e fique a vontade pra pedir pra ele repetir, caso você não entenda alguma coisa...
6 - Não tenha medo de cometer gafes com figuras de linguagem. "Você está me ouvindo" "Nossa, você já tinha ouvido falar nisso?" "Ei, ouve essa.." não fazem um surdo te odiar. Se ele for bem humorado, vai tirar sarro disso. Se ele for mal humorado... Humm, você pode dar um chocolate pra ele. Dizem que produz endorfina, né?
7 - Às vezes, as pessoas acham que deficientes auditivos são, na verdade, pessoas antipáticas. Porque falam com elas e elas não respondem, já que a deficiência não é visível. Se, por ventura, você se deparar com uma pessoa que não responde quando você fala com ela estando virado, existe alguma chance dela não ter boa audição. Na dúvida, pergunte.
8 - Para chamar um surdo, você precisa de algum sinal visual ou tátil. Você pode abanar as mãos, acender e apagar uma luz ou até tocar o ombro dele de leve. Mas, jamais dê um cutucão com força ou um tapa agressivo.
9 - Surdos não casam apenas entre si. Se você tem curiosidade de saber se o(a) namorado, parceiro é surdo também, pergunte. Chegar falando com a outra pessoa como se ela também fosse surda é uma gafe.
10 - Um dos piores furos que os ouvintes infelizmente cometem, é achar que a deficiência auditiva afeta o intelecto, qualquer deficiência, por sinal. O surdo tem a inteligência de uma pessoa como outra qualquer. Não se preocupe em achar que ele não é bem informado ou que não vai entender alguma coisa. Como qualquer pessoa, ele pode ou não estar informado sobre determinado assunto pode ou não entender determinada coisa, mas isso, ele te fala, não tente adivinhar.
Espero que ajude.
Abraços e até a próxima

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O que fazer quando encontrar uma pessoa "diferente"?

Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência ou com uma dificuldade. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas.

Seguir algumas dicas é importante:

- Não desconsidere a diferença da pessoa. Esta é uma característica dela e ignorá-la não mudará esta situação. Citando um comentário feito por uma criança a um adulto: "Ela não é feia, ELA É ASSIM e isto a torna ESPECIAL.";

- Aceite a diferença. Não a subestime e nem a superestime. Ela tem dificuldades sim, mas também tem facilidades de que você nem imagina IGUAL a todo o mundo;

- Surgiu uma dúvida, pergunte. Normalmente as pessoas que possuem algum tipo de dificuldade ou deficiência não se incomodam de respondê-las, desde que a pergunta não seja ofensiva ou debochada.

- Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes. Elas são extremamente capazes de responder e se assim não forem, os próprios acompanhantes irão te auxiliar.

-Sempre que quiser ajudar, OFEREÇA AJUDA e espere que a pessoa aceite ou não. Não seja importuno; nem sempre o que é DÍFICIL para VOCÊ, é DÍFICIL para ELA;

- Quando não sentir segurança em fazer algo solicitado pela pessoa, sinta-se à vontade de recusar ou de dizer que não sabe, quem sabe não será um ótimo momento de aprendizado.

E lembre-se:

Esta pessoa "diferente" é como você. Aja com naturalidade, não tenha medo de errar, porque SER DIFERENTE É NATURAL.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

10 coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse

Texto de Ellen Nottohm

1) Antes de tudo eu sou uma criança. Eu tenho autismo. Eu não sou somente "Autista". O meu autismo é só um aspecto do meu caráter.

Não me define como pessoa. Você é uma pessoa com pensamentos, sentimentos e talentos. Ou você é somente gordo, magro, alto, baixo, míope.

Talvez estas sejam algumas coisas que eu perceba quando conhecer você, mas isso não é necessariamente o que você é. Sendo um adulto, você tem algum controle de como se auto-define. Se quer excluir uma característica, pode se expressar de maneira diferente.

Sendo criança eu ainda estou descobrindo.Nem você ou eu podemos saber do que eu sou capaz. Definir-me somente por uma característica, acaba-se correndo o risco de manter expectativas que serão pequenas para mim.E se eu sinto que você acha que não posso fazer algo, a minha resposta naturalmente será: Para que tentar?



2) A minha percepção sensorial é desordenada. Interação sensorial pode ser o aspecto mais difícil para se compreender o autismo.

Quer dizer que sentidos ordinários como audição, olfato, paladar, toque, sensações que passam desapercebidas no seu dia a dia podem ser doloridas para mim.

O ambiente em que eu vivo pode ser hostil para mim. Eu posso parecer distraído ou em outro planeta, mas eu só estou tentando me defender.

Vou explicar o porquê: uma simples ida ao mercado pode ser um inferno para mim: a minha audição pode ser muito sensível.

Muitas pessoas podem estar falando ao mesmo tempo, música, anúncios, barulho da caixa registradora, celulares tocando, crianças chorando, pessoas tossindo, luzes fluorescentes.

O meu cérebro não pode assimilar todas estas informações, provocando em mim uma perda de controle. O meu olfato pode ser muito sensível.

O peixe que está à venda na peixaria não está fresco. A pessoa que está perto pode não ter tomado banho hoje. O bebê ao lado pode estar com uma fralda suja.O chão pode ter sido limpo com amônia. Eu não consigo separar os cheiros e começo a passar mal. Porque o meu sentido principal é o visual.

Então, a visão pode ser o primeiro sentido a ser super-estimulado. A luz fluorescente não é somente muito brilhante, ela pisca e pode fazer um barulho.

O quarto parece pulsar e isso machuca os meus olhos. Esta pulsação da luz cobre tudo e distorce o que estou vendo. O espaço parece estar sempre mudando.

Eu vejo um brilho na janela, são muitas coisas para que eu consiga me concentrar. O ventilador, as pessoas andando de um lado para o outro... Tudo isso afeta os meus sentidos e agora eu não sei onde o meu corpo está neste espaço.



3) Por favor, lembre de distinguir entre não poder (eu não quero fazer) e eu não posso (eu não consigo fazer) Receber e expressar a linguagem e vocabulário pode ser muito difícil para mim.

Não é que eu não escute as frases. É que eu não te compreendo.Quando você me chama do outro lado do quarto, isto é o que eu escuto "BBBFFFZZZZSWERSRTDSRDTYFDYT João".

Ao invés disso, venha falar comigo diretamente com um vocabulário simples: "João, por favor, coloque o seu livro na estante. Está na hora de almoçar". Isso me diz o que você quer que eu faça e o que vai acontecer depois. Assim é mais fácil para compreender.



4) Eu sou um "pensador concreto" (CONCRETE THINKER). O meu pensamento é concreto, não consigo fazer abstrações.Eu interpreto muito pouco o sentido oculto das palavras.

É muito confuso para mim quando você diz "não enche o saco", quando o que você quer dizer é "não me aborreça". Não diga que "isso é moleza, é mamão com açúcar" quando não há nenhum mamão com açúcar por perto e o que você quer dizer é que isso e algo fácil de fazer.Gírias, piadas, duplas intenções, paráfrases, indiretas, sarcasmo eu não compreendo.



5) Por favor, tenha paciência com o meu vocabulário limitado.Dizer o que eu preciso é muito difícil para mim, quando não sei as palavras para descrever o que sinto.

Posso estar com fome, frustrado, com medo e confuso, mas agora estas palavras estão além da minha capacidade, do que eu possa expressar. Por isso, preste atenção na linguagem do meu corpo (retração, agitação ou outros sinais de que algo está errado).

Por outro lado, posso parecer como um pequeno professor ou um artista de cinema dizendo palavras acima da minha capacidade na minha idade. Na verdade, são palavras que eu memorizei do mundo ao meu redor para compensar a minha deficiência na linguagem.

Por que eu sei exatamente o que é esperado de mim como resposta quando alguém fala comigo. As palavras difíceis que de vez em quando falo podem vir de livros, TV, ou até mesmo serem palavras de outras pessoas. Isto é chamado de ECOLALIA. Não preciso compreender o contexto das palavras que estou usando. Eu só sei que devo dizer alguma coisa.



6) Eu sou muito orientado visualmente porque a linguagem é muito difícil para mim.Por favor, me mostre como fazer alguma coisa ao invés de simplesmente me dizer. E, por favor, esteja preparado para me mostrar muitas vezes. Repetições consistentes me ajudam a aprender.

Um esquema visual me ajuda durante o dia-a-dia. Alivia-me do stress de ter que lembrar o que vai acontecer. Ajuda-me a ter uma transição mais fácil entre uma atividade e outra. Ajuda-me a controlar o tempo, as minhas atividades e alcançar as suas expectativas.

Eu não vou perder a necessidade de ter um esquema visual por estar crescendo. Mas o meu nível de representação pode mudar. Antes que eu possa ler, preciso de um esquema visual com fotografias ou desenhos simples. Com o meu crescimento, uma combinação de palavras e fotos pode ajudar mais tarde a conhecer as palavras.



7) Por favor, preste atenção e diga o que eu posso fazer ao invés de só dizer o que eu não posso fazer. Como qualquer outro ser humano não posso aprender em um ambiente onde sempre me sinta inútil, que há algo errado comigo e que preciso de CONSERTO.

Para que tentar fazer alguma coisa nova quando sei que vou ser criticado? Construtivamente ou não é uma coisa que vou evitar. Procure o meu potencial e você vai encontrar muitos! Terei mais que uma maneira para fazer as coisas.



8) Por favor, me ajude com interações sociais, pode parecer que não quero brincar com as outras crianças no parque, mas algumas vezes simplesmente não sei como começar uma conversa ou entrar na brincadeira. Se você pode encorajar outras crianças a me convidarem a jogar futebol ou brincar com carrinhos, talvez eu fique muito feliz por ser incluído.

Eu sou melhor em brincadeiras que tenham atividades com estrutura começo-meio-fim. Não sei como "LER" expressão facial, linguagem corporal ou emoções de outras pessoas. Agradeço se você me ensinar como devo responder socialmente.

Exemplo: Se eu rir quando Sandra cair do escorregador não é que eu ache engraçado. É que eu não sei como agir socialmente. Ensine-me a dizer: Você esta bem?.



9) Tente encontrar o que provoca a minha perda de controle.Perda de controle, "chilique", birra, mal-criação, escândalo, como você quiser chamar, eles são mais horríveis para mim do que para você. Eles acontecem porque um ou mais dos meus sentidos foi estimulado ao extremo.

Se você conseguir descobrir o que causa a minha perda de controle, isso poderá ser prevenido - ou até evitado. Mantenha um diário de horas, lugares pessoas e atividades. Você encontrar uma seqüência pode parecer difícil no começo, mas, com certeza, vai conseguir. Tente lembrar que todo comportamento é uma forma de comunicação.

Isso dirá a você o que as minhas palavras não podem dizer: como eu sinto o meu ambiente e o que está acontecendo dentro dele.



10) Se você é um membro da família me ame sem nenhuma condição.Elimine pensamentos como "Se ele pelo menos pudesse…" ou "Porque ele não pode…" Você não conseguiu atender a todas as expectativas que os seus pais tinham para você e você não gostaria de ser sempre lembrado disso.

Eu não escolhi ser autista. Mas lembre-se que isto está acontecendo comigo e não com você. Sem a sua ajuda a minha chance de alcançar uma vida adulta digna será pequena. Com o seu suporte e guia, a possibilidade é maior do que você pensa.

Eu prometo: EU VALHO A PENA. E, finalmente três palavras mágicas: Paciência, Paciência, Paciência. Ajuda a ver o meu autismo como uma habilidade diferente e não uma desabilidade. Olhe por cima do que você acha que seja uma limitação e veja o presente que o autismo me deu.

Talvez seja verdade que eu não seja bom no contato olho no olho e conversas, mas você notou que eu não minto, roubo em jogos, fofoco com as colegas de classe ou julgo outras pessoas? É verdade que eu não vou ser um Ronaldinho "Fenômeno" do futebol.

Mas, com a minha capacidade de prestar atenção e de concentração no que me interessa, eu posso ser o próximo Einstein, Mozart ou Van Gogh. Eles também tinham autismo, uma possível resposta para Alzaheim o enigma da vida extraterrestre

O que o futuro tem guardado para crianças autistas como eu, está no próprio futuro. Tudo que eu posso ser não vai acontecer sem você sendo a minha Base. Pense sobre estas "regras" sociais e se elas não fazem sentido para mim, deixe de lado. Seja o meu protetor seja o meu amigo e nós vamos ver ate onde eu posso ir.

CONTO COM VOCÊ!!!

Fonte: http://www.autimismo.com.br/

domingo, 5 de setembro de 2010

Novas expressões

1. “apesar de deficiente, ele é um ótimo aluno”
Na frase acima há um preconceito embutido: ‘A pessoa com deficiência não pode ser um ótimo aluno’. FRASE CORRETA: “ele tem deficiência e é um ótimo aluno”

2. “ela é cega mas mora sozinha”
Na frase acima há um preconceito embutido: ‘Todo cego não é capaz de morar sozinho’. FRASE CORRETA: “ela é cega e mora sozinha”

3. “ela é retardada mental mas é uma atleta excepcional”
Na frase acima há um preconceito embutido: ‘Toda pessoa com deficiência mental não tem capacidade para ser atleta’. FRASE CORRETA: “ela tem deficiência mental e se destaca como atleta”

3. necessidades educativas especiais

TERMO CORRETO: necessidades educacionais especiais. A palavra educativo significa algo que educa. Ora, necessidades não educam; elas são educacionais, ou seja, concernentes à educação (SASSAKI, 1999). O termo necessidades educacionais especiais foi adotado pelo Conselho Nacional de Educação (Resolução nº 2, de 11-9-01, com base no Parecer nº 17/2001, homologado em 15-8-01).

Fonte:TERMINOLOGIA SOBRE DEFICIÊNCIA NA ERA DA INCLUSÃO (Romeu Kazumi Sassaki)

domingo, 25 de julho de 2010

Expressões inconscientes Preconceituosas

Após um fato ocorrido com um dos meus alunos de preconceito em seu ambiente de convívio e pesquisando algmas coisas na internet achei um artigo que fala sobre expressões que são utilizadas no dia-a-dia e que devem ser modificados por todos nós. Cito algumas:
1. adolescente normal
Desejando referir-se a um adolescente (uma criança ou um adulto) que não possua uma
deficiência, muitas pessoas usam as expressões adolescente normal, criança normal e adulto normal. A normalidade, em relação a pessoas, é um conceito questionável e
ultrapassado. TERMO CORRETO: adolescente (criança, adulto) sem deficiência ou, ainda,adolescente (criança, adulto) não-deficiente.

2. ceguinho
O diminutivo ceguinho denota que o cego não é tido como uma pessoa completa. A rigor,
diferencia-se entre deficiência visual parcial (baixa visão ou visão subnormal) e cegueira (quando a deficiência visual é total). TERMOS CORRETOS: cego; pessoa cega; pessoa com deficiência visual; deficiente visual.

Fonte:TERMINOLOGIA SOBRE DEFICIÊNCIA NA ERA DA INCLUSÃO (Romeu Kazumi Sassaki)

Vou colocar algumas outras expressões ao passar dos dias.
Abraços